Apresentação

O II Congresso Internacional de Estudos sobre África e Brasil: culturas híbridas, identidades plurais, tem como objetivo, reunir pesquisadores brasileiros e de outros países, para um debate sobre questões inerentes à Educação para as Relações Étnico-Raciais, frente aos desafios apresentados pela situação em que se encontra o país na atualidade. A reflexão sobre a trajetória da implementação das Lei 10.639/03 e 11.645/09, para que se vislumbre novas perspectivas, com o intuito de traçar novos rumos que não comprometam as conquistas alcançadas até o presente, será o foco deste evento.
Vivemos numa sociedade considerada pluricultural, possuidora de uma imensa diversidade, formada pelos diferentes povos africanos que foram trazidos para o Brasil, pela presença de povos indígenas, e de povos das diferentes correntes migratórias europeias e outros povos que para cá vieram.
Nossa sociedade se constitui à luz da globalização, o que leva a redimensionar um conjunto de valores, saberes e conhecimentos, cuja lógica principal é de um sistema de exclusões, capaz de desconsiderar as identidades diferenciadas, as práticas sociais, políticas e culturais dos diferentes grupos étnico-raciais; indicadores que revelam como estão entrelaçados os processos de desigualdade social e racial.
A valorização e o fortalecimento de uma Educação Étnico-racial, contemplando todos os âmbitos da sociedade, visando a inclusão das comunidades remanescentes de quilombo e as comunidades indígenas será o foco das discussões neste Congresso, pois “o conhecimento das culturas africanas tradicionais, das mitologias africanas, o aprendizado das religiões afro-brasileiras, dos conflitos, das tensões e demandas de homens e mulheres negros possibilitará re-significar sociabilidades, acontecimentos, negociações e contradições capazes de promover uma outra representação e conhecimento da sociedade brasileira, propiciando o desmonte de leituras e memórias que perenizam a discriminação e conduzem aos segregacionismos”. (CAMPOS, 2005, p.03) Isso se aplica, também, à Cultura Indígena.
Frente a esses desafios, o Núcleo de Estudos sobre África e Brasil – NEAB, da Universidade de Pernambuco, toma a iniciativa de promover o II Congresso Internacional de Estudos sobre África e Brasil: culturas híbridas, identidades plurais.